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Por Michelle Vargas
 Recentemente, o governo canandense proibiu a comercialização de mamadeiras e chupetas produzidas com um tipo de plástico considerado tóxico, por conter uma substância chamada Bisfenol A (BPA).
O material é utilizado na fabricação de plásticos claros e duros, incluindo embalagens para armazenar comida de microondas e material utilizado em dentes para prevenir cáries.
Toxicologistas alertam que o produto químico pode contaminar os alimentos quanto tem contato com líquidos aquecidos ou lavados com detergentes.
O limite de segurança aceito para ingestão do "Bisfenol A", segundo a Agência Ambiental Americana (EPA), é de 50 ppb/dia (partes por bilhão, por dia). Uma criança alimentada através de mamadeiras fabricadas com plástico contendo BPA pode ingerir algo em torno de 13 ppb/dia.
Alguns pediatras consideram esse limite perigoso, pois não foram feitos estudos sobre seu impacto em humanos, somente em animais. Depois da proibição, fabricantes e distribuidores de produtos plásticos se mobilizam e respondem à pressão do mercado.
Para Sérgio Graff , mestre em toxicologia pela USP, é necessário estudos mais aprofundados sobre o risco toxicológico do material. "Dessa maneira, poderemos analisar o efeito da migração da substância presente em alguns plásticos em contato com alimentos humanos", pondera.
Como identificar
O consumidor pode identificar a presença do BPA nas embalagens através de um número presente em todas elas. Esse número geralmente está gravado no fundo dos produtos e identifica o tipo de plástico utlizado em sua composição e sua indicação, ou não, de reciclagem. Os plásticos de números 3 e 7 são os que trazem maior risco de liberarem BPA.
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