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 Outro dia me perguntaram pela milésima vez por que gosto tanto da série Sex and the City. Na verdade, não sei bem o que dizer quando me perguntam isso, a não ser pelo fato de me identificar com todos os problemas e situações vividas pelas personagens. Afinal, quem nunca teve um stress nos relacionamentos amorosos, uma crise de ciúmes com as amigas ou mesmo uma insegurança no trabalho?
São probleminhas corriqueiros que nos fazem pensar a cada dia o que faremos aqui e ali para nos mantermos bem e felizes. É tão difícil assim entender por que eu gosto da série? Além de me identificar com tudo, também aprendo a olhar a vida de uma maneira mais leve e bem humorada, que é o que todas tentam naquela série mesmo com os problemas mais sérios.
E a peça chave de tudo?
A busca constante pelo grande amor de nossas vidas, aquela pessoa que a gente tanto sonha, tanto deseja, tanto almeja... Ah! O nosso grande amor, pessoa tão importante para nossa felicidade, não? Há quem diga que não! Há quem diga que sim!
Tenho comigo que, muitas vezes, colocamos expectativas demais nas pessoas que se aproximam de nós e por isso, grande parte dos relacionamentos não tem continuidade, assim como na série.
Claro, não adianta a gente conhecer o Zé Bonitinho e querer que ele se transforme num Tom Cruise ou quem quer que seja o homem dos seus sonhos mais secretos. O problema de estarmos sempre nessa busca constante talvez seja por não darmos valor aos Zé Bonitinhos que se aproximem de nós. Afinal, queremos sempre o melhor.
Sempre achamos que vai aparecer um mais bonito, mais atraente, mais carinhoso, mais sensível e não percebemos que o Zé é o homem dos nossos sonhos, com todos seus defeitos e qualidades, talvez não tão bonito quanto gostaríamos, mas é ele a pessoa certa! E de repente o perdemos por não valorizarmos tudo o que o Zé nos faz sentir. Só aí descobrimos que o amor pode estar mais perto do que pensamos.
Nós mulheres, muitas vezes, queremos moldar nossos parceiros, queremos que eles sejam perfeitos e exatamente do jeitinho que a gente gosta. Mas e nós? Somos perfeitas? Eles não gostam de nós como somos? Com defeitinhos, TPM, mau humor, mas também com muitas qualidades que poderiam ser melhoradas...
Por isso preste atenção no amor, ele está por todos os lados, em todos os cantinhos , está no ar, mesmo que seja o Zé! Se preocupe e preste atenção na sua felicidade.
Grande beijo!
*Renata Alarcon é consultora de relacionamentos e autora do livro "Homens idiotas que você precisa (ou não) conhecer antes de morrer"
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