Cuidado com o refluxo

Saiba quais são os sintomas do refluxo e por que se preocupar com ele
Por Redação
Cuidado com o refluxo

Por Letícia Dal’Jovem

Fonte: Revista Baby & Cia, ed.15

O que é o refluxo e por que os bebês sofrem dele? Na verdade, o problema, que é fisiológico, é comum e pode ser notado desde o nascimento. Acontece porque, na parte inferior do esôfago, existe um esfíncter que se abre para a entrada do alimento e se fecha para que ele não volte. “No caso dos bebês, o esfíncter é imaturo e o alimento volta facilmente”, explica Jane Oba, gastroenterologista pediátrica do Hospital Israelita Albert Einstein. Na maioria dos casos, o refluxo é passageiro. “A partir dos 6 meses, a regurgitação diminui. Como o bebê já consegue ficar sentadinho, o esfíncter colabora para que o alimento não saia do estômago”, esclarece. Com 1 aninho, há desaparecimento quase completo do refluxo e, aos 2 anos, esse problema acaba totalmente.

Principais sintomas

Como identificar se o refluxo não é passageiro? Não é necessário esperar que o pequeno complete 2 aninhos para que a mãe e o médico  considerem o refluxo grave. Ainda recém-nascido, o bebê expressa dor através do choro excessivo. “As crianças que têm refluxo persistente, irritabilidade, alteração do sono ou sintomas respiratórios deverão ter acompanhamento médico, pois o problema pode ser considerado doença”, alerta a especialista. Além disso, o bebê corre o risco de engasgar e o leite pode ser aspirado e ir às vias respiratórias. Outros sintomas são: falta do ganho de peso, devido à recusa de alimentos; e tosse crônica. Os sintomas variam de acordo com a idade: os recém-nascidos têm regurgitação, tosse crônica e chiado no peito. Acima de 2 anos, a criança reclama de dor abdominal e queimação, vomita e pode ter sintomas respiratórios, como a rinite, a rouquidão e a otite.

Tratamento

O que fazer para ajudar a reduzir a dor do pequeno? Para minimizar o refluxo durante o sono, deve-se elevar o berço e deitar o bebê com o abdome para cima. “Recomenda-se que, após as refeições, as crianças pratiquem atividades leves, como brincar ou andar. Este tratamento é chamado de postural”, explica Jane Oba. Outros tratamentos são o dietético e o medicamentoso. O primeiro é normalmente indicado para crianças maiores, que devem eliminar bebidas gaseificadas que contenham cafeína e alimentos gordurosos de suas dietas. Já o medicamentoso utiliza remédios para diminuir os sintomas de azia, mas não há um remédio específico para o tratamento.