Grávidas não podem ter contato com cães e gatos. Mito ou verdade?

Durante a gestação, alguns cuidados são necessários, é verdade. Mas isolar o bichinho por medo da toxoplasmose é exagero. Saiba como agir  Esta semana recebemos um e-mail de uma grávida apaixonada por sua cadelinha. Desesperada! Em seu quarto mês de gestação, sua obstetra sugeriu que ela não tivesse mais contato com a Nikita, atitude que logo foi [...]
Por Redação

Durante a gestação, alguns cuidados são necessários, é verdade. Mas isolar o bichinho por medo da toxoplasmose é exagero. Saiba como agir 

Esta semana recebemos um e-mail de uma grávida apaixonada por sua cadelinha. Desesperada! Em seu quarto mês de gestação, sua obstetra sugeriu que ela não tivesse mais contato com a Nikita, atitude que logo foi compartilhada por toda a família. Afinal, é o primeiro filho, primeiro neto.

Em pleno século XXI, é um absurdo lermos uma informação como esta.

Não há restrição ao convívio de animais com mulheres grávidas, desde que se respeitem os parâmetros adequados. E quais parâmetros? O animal deve estar com as vacinas em dia, vermífugo tomado a cada seis meses, sem doenças de pele (dermatites), livre de parasitas (pulgas, ácaros, etc)...

Enfim, se o animal está saudável, não há porque evitar o contato com ele.

No caso da Nikita, que normalmente fica transitando entre o quintal e o

interior da casa, não há problema algum, pois a cadelinha é sadia, vacinada

e vermifugada. O que está acontecendo então? Há dois aspectos que precisamos analisar.

1. Suponhamos que a obstetra não se atualizou. Hoje obstetras reconhecem o vínculo emocional entre animais de companhia e suas proprietárias. Sabem que animais em boas condições de saúde não apresentam riscos para as mulheres grávidas, nem para seus bebês. Há até obstetras que recomendam um exame clínico completo no animal para que o convívio continue a ser realizado, tomando-se, é claro, os cuidados necessários de contato com saliva e fluídos corporais do animal.

 

Mesmo sadio o animal pode possuir bactérias na saliva que não são adequadas para uma mulher grávida. Recebeu uma lambida? Basta lavar o local adequadamente e pronto! Nenhum risco.

2. Há, também, o complô familiar. Se a grávida é a única que gosta do animal, a família aproveita a oportunidade da gravidez para "fazer pressão" sobre ele. É claro que, se esta hipótese for a verdadeira, a obstetra foi convencida a fazer parte do complô. E contornar uma pressão familiar não é uma das tarefas mais fáceis!

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