Vasectomia: o que fazer quando o homem deseja ter mais um filho?

Existem alternativas para casais que querem ter mais um bebê: como a reversão da operação e fertilização in vitro. Ambas dependem de uma avaliação médica apropriada Da Redação     Às vezes, homens resolvem que não querem ter filho e decidem fazer uma vasectomia (operação que impede a fecundação do óvulo). Mas o que acontece quando ele se arrepende [...]
Por Redação

Existem alternativas para casais que querem ter mais um bebê: como a reversão da operação e fertilização in vitro. Ambas dependem de uma avaliação médica apropriada

Da Redação

 

 

Às vezes, homens resolvem que não querem ter filho e decidem fazer uma vasectomia (operação que impede a fecundação do óvulo). Mas o que acontece quando ele se arrepende e percebe o grande erro?

Um novo casamento, motivos religiosos, perda de um filho. Esses são os principais motivos para um homem decidir voltar atrás e querer ter mais um bebê na sua vida. Mas como fazer a reversão da vasectomia?

“Casais cuja causa da infertilidade é a vasectomia prévia podem ser tratados de duas formas. Uma delas é a reversão da vasectomia, por meio da recanalização dos vasos deferentes, cuja realização por microcirurgia produz bons resultados em termos de permeabilidade e de taxas de gravidez”, afirma o ginecologista Joji Ueno, diretor da Clínica Gera, em São Paulo.

“A outra possibilidade terapêutica é a realização de uma fertilização in vitro, com resultados igualmente aceitáveis em relação à taxa de gravidez. A escolha de um ou outro procedimento depende de alguns elementos diagnósticos que devem ser discutidos pelo casal e pelo especialista em reprodução humana que os assiste”, recomenda.

Existem tabelas mostrando que o casal pode reverter a vasectomia e qual a expectativa em relação aos resultados. Isso significa repermeabilizar os deferentes e, eventualmente, obter espermatozóides. O índice de gravidez, porém, cai com o tempo. Dez anos depois de feita a vasectomia, a probabilidade de gravidez oscila entre 30% e 40%.

“Nos casos onde as chances de uma gravidez natural são menores, o casal pode contar com o apoio da reprodução assistida, como a fertilização in vitro. Hoje, é possível retirar um espermatozóide do testículo, introduzi-lo num óvulo da esposa e implantá-lo no útero da mulher para obter a gravidez desejada. A coleta do espermatozóide do testículo pode ser feita por punção ou durante uma biópsia testicular, método que permite a gravidez em 90% dos casais inférteis, inclusive quando o homem tem azoospermia, isto é, ausência total de espermatozóides no sêmen”, explica Joji Ueno, especialista em reprodução humana Assistida.

Fatores que precisam ser considerados

- O tempo da vasectomia influi na taxa de gravidez

Quanto maior o tempo da vasectomia, menores as taxas de gravidez. “A reversão é um ato tecnicamente viável e possível. Se a reversão for feita três ou quatro anos depois da operação, em 90% dos casos, o espermograma será bom, e, em 70% dos casos existe a chance de a mulher engravidar. À medida em que o tempo passa, a hiperpressão no epidídimo vai gerando fibrose e surgem obstruções não no lugar em que foi feita a ligadura, mas abaixo desse ponto, o que complica a cirurgia. Embora o índice de repermeabilização seja sempre o mesmo, os espermatozóides não aparecem. Então, em vez de tirar aquele segmento e ligar os dois ductos deferentes, é preciso levá-los ao epidídimo num ponto proximal a esses que apresentam fibrose, fazendo uma conexão que deixa fora a área obstruída”, explica o médico Joji Ueno.

 

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