Por Simone Serpa
Em 1960, foi o surgimento da pílula anticoncepcional que provocou uma mudança radical nos hábitos sexuais das mulheres e, conseqüentemente, no relacionamento com os homens, é claro. Agora, mais de quarenta anos depois, talvez estejamos diante de uma segunda revolução sexual.
Desta vez, a responsável é a internet. Mais precisamente o sexo virtual. Muita gente está descobrindo os benefícios do anonimato proporcionado pela rede ou simplesmente está aproveitando essa nova e diferente linguagem para incrementar sua sexualidade.
Em uma entrevista exclusiva, a americana Regina Lynn, especialista em sexo tecnológico e autora do livro The Sexual Revolution 2.0, conta pra Itodas! por que ela é uma das pessoas que defendem a força revolucionária desse tipo de conexão: "Aos pouquinhos vamos parar de fazer distinção entre o sexo realizado nos espaços virtuais e aquele que é feito 'de verdade' e acho que esse novo comportamento vai mudar o que até então pensávamos sobre sexo e compromisso".
O lado bom
 Há quem diga que o cybersexo não passa de uma forma de masturbação, porém, pelo que se tem visto, é muito mais do que isso. A psicoterapeuta Márcia Homem de Mello (PE) lembra que, ao contrário da masturbação simples, o que se pratica pelos computadores é um sexo interativo, sem contato direto com o outro, mas com ações recíprocas.
Diferentemente do que acontece quando se vê revistas ou vídeos eróticos. "No espaço virtual, a conexão mental muitas vezes é tão forte que pode proporcionar um prazer físico que algumas pessoas não conseguem atingir nos contatos pessoais", diz Lynn, que aponta outras vantagens dessa experiência: É segura, na medida em que não pode haver abuso físico on-line. Se algumas vezes o outro for grosseiro ou inconveniente, tudo o que se tem a fazer é encerrar a conexão e ponto final. Doenças venéreas e gravidez também não são problemas nesse plano de relação.
Como a ligação mental é o que conta nesse tipo de abordagem, a imagem do corpo pouco importa. Você não precisa se preocupar caso não esteja na mais perfeita forma ou seja anos mais velha do que a outra pessoa. Mesmo que vocês partam para o uso de câmera e um possa ver o outro, ainda assim, cada um tem total domínio sobre o que vai mostrar e como.
O sexo virtual força a comunicação e isso pode ajudar muito no contato sexual off-line também. Você aprende a ser mais articulada, porque, afinal, é obrigada a colocar em palavras o que não pode dizer com a linguagem do corpo. Isso é muito bom para ajudá-la a vencer medos, vergonhas e a se tornar uma parceira mais desinibida quando estiver frente a frente com o namorado.
LEIA MAIS DICAS DELICIOSAS NA PRÓXIMA PÁGINA
|