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Orgasmo: agarre o seu
No orgasmo, é diferente. Quando ele vem, tudo desaparece, os problemas ficam insignificantes, o drama do dia a dia perde o sentido, é como imergir em uma onda de contentamento, de bem-estar...

 
Por Luciane Gerodetti
 
Esse título eu nunca vi, mas daqui a pouco vamos encontrar uma sessão de orgasmo delivery por aí... se é que já não existe com outros nomes... enfim... o que eu não entendo é como tão pouca gente consegue diferenciar um gozo de um orgasmo.

A infinidade de chamadas “Encontre seu ponto g” anunciam o mapa para a terra prometida. Acontece que orgasmo não se faz só com “g”, outras letras e pontos são necessários.

Eu tinha um amigo que sempre falava da terrível pergunta feminina após uma transa: “No que você está pensando?”. Ele lá, entre o sabor da pizza para matar a fome ou o próximo jogo do timão, mas claro, a sensibilidade dele era maior que a sinceridade nessas horas. Ele queria entender porque toda mulher fazia essa pergunta.

Pois bem, meninas, isso é um gozo. Bom, supimpa, maravilhoso, longe de mim diminuir o valor de uma boa gozada (tirando o fato de eu achar essa palavra muito feia), mas depois do gozo, a mente continua trabalhando normalmente, o corpo, mais relaxado evidentemente, pode até pular da cama revigorado e voltar correndo para suas atividades como se nada tivesse acontecido.

No orgasmo, é diferente. Quando ele vem, tudo desaparece, os problemas ficam insignificantes, o drama do dia a dia perde o sentido, é como imergir em uma onda de contentamento, de bem-estar, de compaixão, mas uma onda silenciosa, completamente silenciosa, que parece desligar a mente de sua tagarelice comum, e a sensação que permeia tudo ao redor parece transformar situações cotidianas, talvez por isso o kamasutra coloque que um orgasmo por ano é suficiente para saciar um homem, porque uma grande quantidade de energia é mobilizada.

Sim, existe uma diferença entre o primeiro e o segundo, uma imensidão de diferença. Sim, o orgasmo é poético, é sagrado, é absoluto, e na correria do dia a dia, infelizmente as pessoas refletem pouco sobre tais qualidades, o que confere a elas um tom muito distante de nossas duras realidades.
Infelizmente, em nossa cultura, sexo e religião ficaram muito misturados, ressaltando questões de pecado e moralidade. O sexo é força motriz e em uma pessoa onde ele é reprimido, certamente questões de raiva e ressentimento mal resolvidas estão presentes.

Mas voltando ao orgasmo, longe de mim colocar condições como uma relação de longo prazo ou um casamento. O orgasmo não é institucional, ele é a liberdade maior, o fluxo maior de amor que o ser humano pode experimentar, de tal maneira que muitos mestres já disseram que o orgasmo é uma porta para a iluminação e diminuí-lo a um gozo é no mínimo um triste empobrecimento de uma das experiências mais fantásticas que o ser humano pode provar.

Lamento informar garotas, não basta um ponto g, mas me alegro em informar, vocês são imensamente, violentamente, absolutamente maiores, mais vastas, mais incríveis que um ponto g. Existe um ponto g em cada poro, em cada olhar, em cada toque, em cada movimento genuíno de estar com o outro, de entregar-se, de misturar-se, de perder-se, de amar profundamente o que há para ser amado no outro, conhecido ou não, para vida toda ou para um pedaço da noite, uma única noite. Não existem regras. Orgasmo é um estado de espírito!

Para quem se animar nessa busca, eu recomendo 2 essências florais compostas para ajudar a alinhar a energia com essas questões: a KAMAFLOR para abrir e trabalhar questões de sexualidade e a CORAFLOR para fazer fluir a amorosidade.
De coração,
Luciane Gerodetti

 
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