 Fonte: Ouse/ed.1
Foto: Simbolo Imagens
Que é um incômodo, não há mulher que negue, mas não há nada mais natural. Uns defendem a feminilidade, outros que é um mal evitável. Consultamos dois especialistas que nos deram sua opinião sobre esse assunto tão polêmico. A aromaterapeuta Sâmia Maluf é contra a idéia de suspender a menstruação. Já o ginecologista e obstetra Malcom Montgomery é a favor. Veja os motivos de cada um.
NÃO
Eu sou totalmente contra e acredito que o parar de menstruar surgiu como
consequência das mudanças do comportamento feminino ao longo dos anos. Foi maravilhoso assistir a mulher se impondo à sociedade, mostrando seu real valor. Com bastante competência, passou a exercer múltiplos papéis. Como tudo tem dois lados, a modernidade e esses novos moldes fizeram com que muitas mulheres negassem a sua feminilidade.
Elas passaram a adotar atitudes mais masculinas e a negação da menstruação é uma delas. Certamente, há algo mais forte que as leva a adotar esta postura, algo que vai muito além das queixas de incômodo, TPM, inchaço pelo corpo, etc. Como aromaterapeuta, atendi muitas mulheres que passaram a ter problemas após a interrupção da menstruação. Notei muitos relatos de dificuldade para engravidar, queixas de aumento de peso, irritabilidade e nervosismo excessivos.
Acho que cada mulher deve buscar o que é melhor para si. Há muitos caminhos para sentir-se bem e bonita. No entanto, minha experiência me faz acreditar que o caminho não é parar de menstruar
- Sâmia Maluf é Aromaterapeuta e aromatóloga, proprietária da By Samia Aromaterapia
SIM
O corpo feminino tem como missão a gravidez e por este motivo cria uma
overdose hormonal que prepara todo mês um berço para o embrião. Driblando este projeto, a mulher paga um preço. Essa adaptação traz endometriose, TPM, anemias, cólicas graves, miomas e até mesmo câncer ginecológico.
A menstruação é uma derrota da vontade, um insucesso de público e
uma baixa no ibope reprodutivo. Indolentes e adormecidos, sua praia
é invadida ciclicamente por altas marés hormonais e essa overdose na
frequência atual é prejudicial. Nossas bisavós ciclavam de 40 a 80 vezes. Hoje as meninas ciclam de 400 a 500. Por isso essa adaptação tem que ser controlada por hormônios modernos que diminuem essa superdose.
Estabilizando o ciclo, estaremos protegendo a fertilidade de nossas filhas e dando a elas a oportunidade de se iniciarem nas suas relações com mais harmonia, porque ninguém com enxaqueca e dores das mais diversas pode viver bem com sua sexualidade. Implantes hormonais colocados sob a
pele e pílulas modernas de uso contínuo colaboram muito para a saúde dessa nova mulher
- Dr. Malcom Montgomery é ginecologista e obstetra, autor do livro A mulher e seus hormônios... Enfim em Paz, da Editora Integrare
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