Home / Carreira
Finanças

Sua Carreira

Empreendedorismo

Ponto de Equilíbrio

Testes

Guias

Livros

Colunistas

Hi-Tech

 

 
Seu rival virou seu chefe... e agora?
Aquele cargo que você tanto sonhou pode ser seu. Mas justamente o colega que você não suporta assumiu a vaga dos seus sonhos. O que fazer?

Por Leonardo Zanon
Fonte: Revista Um/ Edição 52
Fotos: Getty Images
 

Depois de alguns anos de empresa, de várias horas extras, de noites sem dormir pensando naquele imenso projeto que era preciso entregar para japoneses, coreanos, norte-americanos e afins, a vaga para coordenador, diretor – enfim aquela tão desejada – está aberta. De fato, pelo empenho e anos de dedicação, o cargo sonhado finalmente poderá ser seu.

Quer dizer: poderia, se não fosse um concorrente que definitivamente é uma mancha negra em sua vida. Seu colega de serviço tem suas mesmas qualidades, também determinando e objetivo. Mas você não morre de amores por ele. Ou melhor, não o suporta. No entanto, para sua infelicidade vem a notícia-bomba: ele foi o eleito para ser seu novo chefe.

Casos assim não são tão comuns como se imagina nos dias de hoje. O mestre em Liderança e diretor da Self Consultoria em Gestão de Pessoas, Armando Correa de Siqueira Neto, acredita que ações ocorrem devido à incapacidade da própria direção da empresa em gerir liderados.

“O que se observa em larga escala, nos casos de supervisão e média gerência, é o jogo do chefe bonzinho que evita queimar o filme. O resultado é um gerenciamento que inclui cobrança e resultado aquém das possibilidades reais”, diz.

Oportunidades no conflito

Já quando o envolvimento tem relação com cargos de grande poder e autoridade, uma inimizade pode gerar perseguição. No desejo de se autoafirmar e demonstrar superioridade hierárquica, o neo-chefe pode extrapolar nas atitudes.

“Não se pode esquecer, todavia, que uma perseguição pode estar enraizada no medo que o perseguidor tem de perder o cargo, levando-o a agir irrefletidamente em relação a algum liderado. Ao menor sinal de risco ao seu status, sua razão empalidece e a emoção ganha cor”, completa Siqueira Neto.

Mas problemas assim podem oferecer grandes oportunidades de reflexão e de conhecimento do relacionamento corporativo. A psicóloga e especialista em análise transacional, Katia Ricardi, afirrma que o próprio funcionário deve identificar os motivos do sentimento negativo.

“A pessoa que se sente ameaçada pode até mesmo decidir sair da empresa, pedir uma transferência para outro setor ou, ainda, encontrar uma forma de se entender com o seu rival. Mas nada disso irá acontecer se ela mesma não conseguir identificar este sentimento negativista”, diz.

Leia como lidar com toda a situação na página a seguir!
[1] [2] próxima>

 
Buscar